sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O VAGALUME E O SAPO

João Ribeiro

Entre o gramado do campo
Modesto, em paz se escondia
Pequeno pirilampo
que, sem o saber, luzia.

Feio sapo repelente
Sai do córrego lodoso,
Cospe a baba de repente
Sobre o inseto luminoso.

Pergunta-lhe o vagalume:
“Porque me vens maltratar?”
E o sapo com azedume:
“Porque estás sempre a brilhar!”

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