segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Lamentável
É muito triste se sentir ridicularizado e passando vergonha
Alguem que sempre lutou, nunca reclamou de lutar, sempre batalhou, agora largado as traças.
É muito difícil entender as coisas desse mundo.
Alguem que sempre lutou, nunca reclamou de lutar, sempre batalhou, agora largado as traças.
É muito difícil entender as coisas desse mundo.
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O VAGALUME E O SAPO
João Ribeiro
Entre o gramado do campo
Modesto, em paz se escondia
Pequeno pirilampo
que, sem o saber, luzia.
Feio sapo repelente
Sai do córrego lodoso,
Cospe a baba de repente
Sobre o inseto luminoso.
Pergunta-lhe o vagalume:
“Porque me vens maltratar?”
E o sapo com azedume:
“Porque estás sempre a brilhar!”
Entre o gramado do campo
Modesto, em paz se escondia
Pequeno pirilampo
que, sem o saber, luzia.
Feio sapo repelente
Sai do córrego lodoso,
Cospe a baba de repente
Sobre o inseto luminoso.
Pergunta-lhe o vagalume:
“Porque me vens maltratar?”
E o sapo com azedume:
“Porque estás sempre a brilhar!”
Migalhas
Ninguem gosta de catar migalhas, ninguem gosta.
Eu não posso fazer isso.
Depois de tudo o que fiz, parece que nada funcionou.
A vida mostra as coisas bem diferente do que eu aprendi, ou pensava que tinha aprendido
Eu não posso fazer isso.
Depois de tudo o que fiz, parece que nada funcionou.
A vida mostra as coisas bem diferente do que eu aprendi, ou pensava que tinha aprendido
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Solitário?
Minha mulher me disse que eu éra uma pessoa solitária, fiquei assustado.
A quase um ano atraz outra pessoa havia me falado a mesma coisa. Eu estranhei isso, não sou uma pessoa solitária. Ou será que sou?
A quase um ano atraz outra pessoa havia me falado a mesma coisa. Eu estranhei isso, não sou uma pessoa solitária. Ou será que sou?
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Suplica no silêncio
Silêncio.
Venho, andar calmo, A sala esta vazia.
Silêncio.
Nem o barulho do vento La fora se ouve.
Silêncio.
Sento na poltrona, estico o meu corpo, viro de um lado, olhar cansado... Silêncio.
Olho para cima sem mexer a cabeça, olho para um lado para outro, só com o movimento dos olhos.
Silêncio.
Viro do outro lado, minha vista fira algo, começo a ficar cansado. Fixo os olhos. Penso em algo, fico irritado. Abro os olhos com fúria, penso em levantar, porem, contenho meus movimentos.
Fico de frente, as mãos cruzadas sobre o estômago, um silêncio sepulcral.
Silêncio.
Começo a pensar algo, depois paro, penso denovo, paro, baixo as vistas, suspiro...penso...silêncio.
Aquele velho pensamento que não sai da minha cabeça nunca mais.
Silêncio.
Começo a tentar mudar minha mentalidade mas não consigo...penso em problemas, só coisas ruins (será que sou um pessimista, só penso coisas triste? Mas deve-se levar em conta que não tenho também muitas recordações boa para pensar)...Silêncio.
No silêncio da sala só ouço a minha respiração e as batidas do meu coração cansado. Mais silêncio.
O velho pensamento toma conta de minha mente novamente. Fecho os olhos, penso em tudo que perdi e que poderia ter ganhado. Sofro ainda mais...silêncio.
Penso nela.
Sinto minhas vistas pesadas como chumbo. Depois, um fio de água corre em minha face.
Silêncio...Eu estou chorando.
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